20 de maio

    Falecimento
    Outros fatos


    1504 — Morre Cristóvão Colombo

    Cristóvão Colombo nasceu em 1451, provavelmente em Gênova. Talvez influenciado pelas Viagens de Marco Pólo e pela paisagem marinha de que cresceu cercado, a partir de 1477 seguiu para uma série de viagens pela Irlanda, Madeira, Groenlândia e Guiné, acumulando vasta experiência em navegação, principalmente sobre os sistemas de ventos do Atlântico.

    Sua principal meta era chegar à Ásia por uma rota marítima ocidental. Para tanto, partiu no dia 3 de agosto de 1492, aportando em 12 de outubro do mesmo ano na ilha de Guanahani, atual São Salvador, convicto, no entanto, de que estava em território asiático. Ao encontrar os “povos da terra” denominou-os índios, sem se dar conta de que pisava em terra até então desconhecida pelos europeus. Nessa viagem ainda explorou as ilhas de Cuba e Haiti.

    Retornou mais três vezes a terras americanas, sempre acreditando estar pisando na Ásia, mas sem nunca ter encontrado as riquezas esperadas. Seu objetivo de alcançar as Índias só foi atingido anos depois, pela expedição de Fernão de Magalhães.

    A hipótese de que Colombo tinha descoberto um novo território só foi cogitada em 1504 por Américo Vespúcio. O navegador genovês, no entanto, morreu sem ter essa consciência e abandonado por aqueles que outrora o apoiaram em sua convicção, mas voltaram atrás, quando se deram conta de que poderiam nunca ter estado em terras orientais.


    1880 — Morre Ana Neri

    Ana Justina Ferreira, baiana de Cachoeira de Paraguaçu, nasceu em 1814. Viúva do militar Isidoro Antônio Neri, viu serem convocados para a Guerra do Paraguai seus três filhos e dois irmãos. Em carta ao governador da província da Bahia ofereceu-se para trabalhar próxima de seus familiares e, tendo sido aceita, foi receber orientações de atendimento em saúde junto às irmãs da ordem de São Vicente de Paulo.

     

    Trabalhou em diversas frentes, não fazia distinção entre brasileiros e paraguaios, e quando se fixou em Assunção montou uma enfermaria-modelo com seus próprios recursos. Voltou ao Brasil em 1870, trazendo consigo quatro órfãos, que passou a criar como seus próprios filhos. Recebeu de dom Pedro II uma pensão vitalícia e várias condecorações.

     

    Morreu aos 66 anos.

     

    Dentre os vários títulos recebidos estão os de Matriarca da Enfermagem Brasileira, precursora da Cruz Vermelha no Brasil, primeira enfermeira brasileira na Guerra do Paraguai. Ainda como reconhecimento aos seus serviços, a primeira escola brasileira de enfermagem de alto padrão recebeu seu nome.


    2007 — O milésimo gol de Romário

    20 de maio de 2007, Campeonato Brasileiro, Estádio de São Januário, Vasco da Gama x Sport Club Recife. Aos dois minutos do segundo tempo, o juiz indica pênalti a favor do Vasco, e o público presencia a passagem do Sr. Romário de Souza Faria para a história do futebol mundial.

    Romário (carinhosamente chamado de ‘baixinho’), 41 anos, chegou ao milésimo gol em sua carreira tornando-se o segundo brasileiro na história do futebol a conseguir esse feito – o primeiro foi o eterno rei do futebol, Pelé.

    O mais curioso é que a grande maioria dos gols feitos pelo jogador carioca foi marcada após os 30 anos, momento em que os jogadores entram na fase de declínio. Antes dos 30, Romário marcou 432 gols (0,77 por jogo) e, após tornar-se ‘trintão’, registrou 491 gols (0,86 por jogo), provando que nem sempre a idade é um bom parâmetro para se mensurar a capacidade de um jogador. Os demais gols que completam a marca de mil ocorreram nas categorias de base.

    Apesar de a quantidade de gols marcada por Romário ser contestada por alguns críticos, não se pode negar que, durante a sua carreira, o ‘baixinho’ de 1,68m foi um gigante em campo, não apenas nos clubes em que atuou, mas também (e principalmente) na seleção brasileira.

    O milésimo gol do jogador pode ter sido demorado, polêmico e sofrido, mas é fato que o feito consagrou mais um brasileiro como gênio do futebol.