28 de fevereiro

    Nascimento
    Falecimento


    1901 — Nasce Linus Pauling

    Linus Carl Pauling nasceu em Portland, Oregon (EUA), em 1901. Foi engenheiro químico e ganhador de dois prêmios Nobel. O primeiro deles foi o de Química, em 1954, por sua pesquisa sobre a natureza da ligação química e sua aplicação na elucidação da estrutura de substâncias complexas. Em 1962, conquistou o Nobel da Paz, graças à sua luta contra a utilização de armas nucleares. Cinco anos depois, Pauling “redescobriu” a vitamina C (o descobrimento deve-se ao cientista Albert Szent-Györgyi, em 1927), revelando sua importância no combate a processos infecciosos.

    O cientista foi também o responsável pela invenção do Diagrama de Linus Pauling, que mostra a distribuição eletrônica nos diferentes níveis e subníveis dos átomos.


    1935 — Morre Chiquinha Gonzaga

    Francisca Edwiges Neves Gonzaga nasceu em 17 de outubro de 1847, no Rio de Janeiro, filha de um militar com ascendência aristocrática e de uma mulata. Compositora e pianista, foi a primeira mulher a reger uma orquestra no País. Sua maneira de adaptar a música ao ritmo e gosto populares fez dela a primeira compositora de renome no País.

    Nasceu antes que seus pais se casassem, e a oficialização da união não agradou a família do pai. Apesar disso, Chiquinha recebeu boa educação e formação musical, de acordo com os padrões burgueses.

    Aos 16 anos, por imposição da família, Chiquinha casou-se com o oficial da marinha, Jacinto Ribeiro, então com 24 anos e boa situação financeira. Apesar dos três filhos que geraram, a união não foi feliz, pois seu amor e dedicação à música desagradavam o marido.

    Após a separação, passou a dar aulas de piano e, aos poucos, aproximou-se do círculo musical carioca, onde conheceu Joaquim Antônio da Silva Callado, flautista consagrado, compositor e professor do Conservatório de Música. Tornaram-se grandes amigos.

    Pouco tempo após a separação, Chiquinha passou a viver com João Batista de Carvalho Jr. O engenheiro já era conhecido da família Gonzaga e frequentador da casa do ex-marido. A união foi vista com desconfiança por alguns e passaram a ser hostilizados. Na primeira oportunidade para trabalhar em outra cidade, eles mudaram-se. Em 1875, nasceu a filha do casal, Alice Maria, mas, decepcionada com a infidelidade de João, Chiquinha, mais uma vez, partiu.

    De volta ao Rio de Janeiro, ela integrou-se de vez ao universo musical boêmio da cidade. Retomou as aulas de piano e passou a fazer parte do Choro Carioca, o conjunto do amigo Antônio Callado. Era a primeira vez que o termo “choro” era empregado para denominar um modo diferenciado de tocar músicas já consagradas em outros ritmos, como tangos, polcas e valsas.

    Em 1877, sua composição Atraente teve excelente aceitação pública. O sucesso tornou-a popular na cidade, aumentando, ao mesmo tempo, a indignação dos que não viam com bons olhos sua posição de mulher independente.

    A fama, no entanto, abriu novas oportunidades profissionais. Além de continuar a se apresentar com os chorões e a dar suas aulas de piano, Chiquinha começou a musicar peças do teatro de revista, e, apesar das discriminações que sofria simplesmente por ser mulher, em 17 de janeiro de 1885 estreou como maestrina, em A Corte na Roça. Outro sucesso inegável. Não demorou até se tornar a profissional mais requisitada para esse tipo de trabalho, fazendo calar seus críticos mais ferrenhos, obrigados a reconhecer e a respeitar seu talento.

    Além de intensa atuação no universo musical carioca, ela também militou em questões políticas. Contribuiu arrecadando fundos para a campanha abolicionista e, depois, para a republicana. Uma vez instaurada, no entanto, a república mostrou-se uma grande decepção para a artista.

    O ano de 1899 também foi marcante em sua vida. Ela lançou Ó Abre Alas, marcha-rancho composta para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro, considerada a primeira marcha feita para o carnaval. Também conheceu, no clube Euterpe-Estudantina, João Batista Fernandes Lage, um jovem português de 16 anos, com quem iniciou um relacionamento amoroso que só terminaria com a sua morte. A união era motivo de desconforto para ambos perante terceiros, e apresentavam-se como mãe e filho.

    De volta ao Brasil, em 1912, após estadia de três anos na Europa, conseguiu que peça Forrobodó fosse encenada, graças, unicamente, à sua persistência, e tornou-se, para surpresa dos produtores, seu maior sucesso teatral, tendo completado 1.500 apresentações.

    A luta pelos direitos autorais foi outra causa abraçada pela artista. Em 1917, foi uma das fundadoras e patronas da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (Sbat). Mas, sua batalha pessoal começara bem antes, quando ainda residia na Europa, onde ela encontrou partituras de suas composições editadas e publicadas sem seu conhecimento.

    Ao final da vida, teve seu talento reconhecido nacionalmente e recebeu muitas homenagens.

    Morreu aos 87 anos.