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História da Medicina


Medicina Primitiva

Quando precisamos consultar um médico, dificilmente imaginamos o longo caminho percorrido pela humanidade para chegar ao moderno tratamento das doenças.

Para o homem da Idade da Pedra, as moléstias tinham causas sobrenaturais, por isso, deveriam ser combatidas por meio de rituais mágicos, associados ao uso de determinadas plantas e, às vezes, à prática de sangrias. De qualquer forma, o curandeiro da tribo era muito mais um feiticeiro do que um médico.

Com o surgimento das primeiras civilizações, a medicina passou a ser praticada por sacerdotes especializados. Assim, as tradicionais orações e os rituais mágicos passaram a ser acompanhados de medicamentos mais elaborados e também de operações cirúrgicas. Os egípcios chegaram mesmo a realizar cirurgias cranianas, praticadas por médicos profissionais.

Os hindus baseavam suas práticas médicas no Ayurveda, um tratamento escrito em 800 a.C. e que reunia rituais mágicos com aplicações de medicamentos e também alguns processos cirúrgicos.
Entre as muitas divindades cultuadas na Grécia Antiga, Asclépio era o deus da Medicina. Nos seus templos, os pacientes eram induzidos a dormir para que os sacerdotes, ao interpretar os sonhos que eles descrevessem, pudessem colher indicações para tratar suas doenças.

Medicina Racional

A Medicina Racional surgiu na Grécia, por volta do século V a.C. O título de “Pai da Medicina” é atribuído ao grego Hipócrates de Cós. O que ele propunha parece hoje comum, mas, na época, era uma grande novidade: rigorosa observação do paciente, estudo dos fatos clínicos e análise das relações de causa e efeito, excluindo qualquer interferência sobrenatural.

As conclusões de Hipócrates sobre a origem das moléstias permaneceram influentes até fins do século XVIII, mas sua importância ultrapassa os limites das técnicas médicas. Hipócrates preocupou-se com as questões éticas e estava consciente de que a atividade do médico implica dedicação, sacrifícios e desprendimento. É por isso que os médicos recém-formados repetem solenemente o belo Juramento de Hipócrates, sobre os deveres de sua profissão.

Durante a Idade Média (476-1453), a Medicina não realizou progresso na Europa Cristã, pois a forte religiosidade do período fez com que as doenças graves fossem geralmente consideradas como obras do demônio e, às vezes, como castigos de Deus. Mas, nessa mesma época, os muçulmanos fizeram avanços significativos no tratamento das enfermidades.

Medicina Moderna e Contemporânea

No início da Idade Moderna, o Renascimento trouxe alguns progressos para a Medicina. No século XVI, o belga André Vesálio (1514 – 1564) publicou uma descrição detalhada do corpo humano, com numerosas ilustrações. Mesmo assim, o tratamento mais empregado pelos médicos europeus continuou sendo a sangria, que muitas vezes acabava por levar o paciente à morte. Somente no final do século XVIII, as velhas teorias dos gregos e romanos sobre a origem das doenças foram postas de lado.

Nessa época, o inglês Edward Jenner (1749-1823) criou a vacina contra a varíola, baseando-se na revolucionária teoria de que o organismo pode criar anticorpos contra determinadas enfermidades, desde que submetido a doses controladas de agentes causadores da mesma doença.

No século XIX, um passo gigantesco foi dado pelo francês Louis Pasteur (1822 – 1895), o “Pai da Microbiologia”. Ao descobrir que as doenças podiam ser causadas por organismos microscópicos, Pasteur criou condições para identificá-los e combatê-los com muito mais eficácia. No século XX, os avanços da Medicina foram ainda mais impressionantes: utilização dos raios X para localizar problemas nos órgãos internos, tratamento pela radioterapia, descoberta da penicilina e produção de medicamentos cada vez mais diversificados e potentes.