27 anos sem Drummond


Em 17 de agosto de 1987, na cidade do Rio de Janeiro, faleceu um dos mais destacados poetas brasileiros, o escritor Carlos Drummond de Andrade.  

Drummond nasceu em Itabira (MG), em 1902. Era filho de fazendeiros e estudou em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira de escritor no jornal Diário de Minas, que reunia os adeptos do Movimento Modernista, além de ter fundado com outros escritores uma publicação chamada A Revista.

Por seu talento, Carlos Drummond foi ganhando fama e espaço até tornar-se um dos mais importantes nomes da literatura brasileira e um dos maiores poetas do mundo.
A poesia de Drummond é ampla e variada, tanto na construção gramatical quanto nos temas escolhidos. Nosso grande poeta retratou um indivíduo complicado e torturado pelos próprios sentimentos. A terra onde nasceu também foi colocada em poesia, mas seus escritos demonstram tristeza ao falar de seu local de origem.

A família foi outro tema abordado por Drummond, mas nos poemas dedicados ao assunto não há sentimentalismo, tampouco alegria, transparecendo, na verdade, um questionamento profundo da realidade familiar.
Drummond escreveu também sobre outros temas, como o amor, o indivíduo diante de si mesmo e diante dos outros, a própria poesia. A injustiça, a desigualdade, a guerra e o medo também são assuntos desenvolvidos em alguns dos poemas mais famosos desse escritor.

Carlos Drummond de Andrade foi um grande poeta do amor. Ele acreditava que esse sentimento é uma forma maravilhosa, mas penosa e sofrida, de conhecimento dos outros, de nós mesmos, do mundo e da vida. Esse conhecimento, para ele, era amargo. Por isso, um dos seus mais importantes poemas sobre esse tema tem no título um trocadilho: Amar-amaro, que significa “amor amargo”.