Alunos do Colégio Objetivo conquistam prata e bronze na Olimpíada Europeia de Física on-line (EuPhO)


Mesmo diante de tantas dificuldades ocasionadas pela pandemia do Novo Coronavírus, dois alunos da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Objetivo Integrado foram parabenizados mundialmente pela conquista das medalhas de prata e de bronze na Olimpíada Europeia de Física (EuPhO).

A EuPhO 2020 seria realizada na Romênia, porém, diante da necessidade de observação das regras de isolamento social decorrentes da pandemia, ela foi realizada de forma totalmente diferente da usual, isto é, on-line nos dias 20 e 21 de julho, em 57 países.

Seguindo regras rígidas, Alexandre Silva Bastos, ganhador da medalha de prata, e Alessandro Menegon, que ganhou a de bronze, realizaram suas provas individualmente, sendo observados por uma câmera, no Instituto de Física da USP. A premiação também foi realizada remotamente, em 26 de julho de 2020.

Os abraços e aplausos aos dois jovens brasileiros vieram na forma de emojis e em arquivo de áudio. As medalhas chegarão pelo correio. “É admirável. Em plena pandemia, eles buscaram forças dentro de si mesmos e em seus sonhos, e representaram tão brilhantemente o Objetivo e o nosso país. Da equipe brasileira, composta pelos cinco estudantes mais brilhantes em Física do Brasil, Alexandre e Alessandro foram os únicos medalhistas, conquistando a prata e o bronze”, disse Ronaldo Fogo, professor-orientador nos cursos especiais de Física do Objetivo.

A cerimônia de abertura em um anfiteatro com capacidade para mais de mil pessoas foi substituída por uma videoconferência e as provas, antes realizadas em ginásios ocupados por quase quinhentas carteiras, foram aplicadas remotamente, via Zoom, com o uso de uma carteira, um computador e uma câmera. Mas valeu a pena.

Em uma prova teórica e outra experimental em inglês, eles testaram tudo o que aprenderam nos níveis mais elevados da Física, já que a Olimpíada Europeia de Física tradicionalmente apresenta avaliações extremamente complexas. Foram apresentados três problemas para resolução na prova teórica e este ano, excepcionalmente, a prova experimental foi realizada por meio de um programa de computador. Nele os alunos tiveram que simular experimentos de Física que, antes da pandemia, eram realizados em laboratório.

“A comissão organizadora exigiu muito dos participantes e as provas estavam bem difíceis, por isso estou contente com o meu resultado”, conta Alexandre. Menegon concorda com ele: “Foram as duas provas mais difíceis que já fiz, o que já era esperado, uma vez que são uma marca dessa competição. A dificuldade da Olimpíada este ano com certeza aumentou em comparação com os anos anteriores, o que me deixa muito feliz de ter me destacado.”

O caminho para a EuPhO
Os alunos garantiram as vagas na Olimpíada Europeia de Física por meio do excelente desempenho no 1º Mestres Brasileiros de Física (MBF), torneio realizado entre 1 e 6 de março em Campina Grande, Paraíba. O evento reuniu os 60 melhores estudantes de Física. Destes, 14 formaram as delegações para as olimpíadas internacionais.

“O nível da competição é tão alto que uma única vaga deve ser comemorada de maneira intensa. São provas teóricas e experimentais que exigem do aluno raciocínios complexos”, comenta Ronaldo Fogo.

O MBF possibilitou que, ao final dos exames teóricos e experimentais, os estudantes tivessem acesso às correções e discutissem com os professores sobre as questões e as formas como se esperava que os exercícios fossem solucionados. Os alunos também puderam questionar os corretores sobre os resultados, caso julgassem necessário.

Fotos Relacionadas