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Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.


Quando o Brasil era colônia de Portugal, a extração de ouro era uma atividade que rendia muito lucro para a Coroa Portuguesa, que cobrava o Quinto, um imposto altíssimo sobre qualquer metal precioso retirado das terras brasileiras.

Não bastassem as altas taxas, o ouro já estava se esgotando, mas nem isso fez com que a Coroa Portuguesa mudasse de atitude, gerando um clima de revolta na população.

Paralelamente, a Europa vivia um momento político delicado por causa do aparecimento de movimentos, como o Iluminismo, que pregavam ideais de liberdade contra os abusos dos governantes absolutistas.

No período colonial, era costume que as famílias ricas enviassem seus filhos para estudar na Europa, de onde regressavam com ideais de liberdade para o Brasil. Advogados, médicos, poetas, descontentes com a política colonialista imposta por Portugal e inspirados pelos ideais iluministas, uniram-se para planejar uma revolta contra os portugueses, a fim de libertar o Brasil desse domínio.

Esse movimento, que aconteceu em 1789 na Capitania das Minas Gerais, ganhou o nome de Inconfidência Mineira, e seus integrantes, de inconfidentes. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, recebeu esse apelido por ser dentista prático, foi um dos principais participantes da conspiração.


O delator que levou Tiradentes à forca

Joaquim Silvério dos Reis, um proprietário de terras endividado com a Coroa, delatou os revoltosos e, com isso, teve suas dívidas perdoadas pelo governo. No dia 10 de maio de 1789, Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro e levado à Ilha das Cobras, onde ficou detido por três anos.

No dia 21 de abril de 1792, Tiradentes, aos 46 anos, foi enforcado no Rio de Janeiro e, depois de morto, teve partes do seu corpo exibidas em postes na estrada que levava à Vila Rica, hoje Ouro Preto, MG.