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Efemérides

21 de fevereiro

    Nascimento

    Falecimento



    1795 — Nasce Francisco Manuel da Silva

    O compositor Francisco Manuel da Silva, nascido em 21 de fevereiro de 1795, no Rio de Janeiro, é o responsável pela melodia do atual Hino Nacional Brasileiro.

    Desde jovem, Manuel da Silva já se interessava pela música. Recebeu do padre José Maurício Nunes Garcia, notável nome da música colonial brasileira, princípios de composição musical e aulas de violino, violoncelo, órgão e piano.

    Foi cantor, timpanista e violoncelista na Capela Real, e fundador da Sociedade Beneficente Musical, em 1933.

    Também foi um dos idealizadores do Conservatório do Rio de Janeiro, atual Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1941, foi designado por dom Pedro II ao cargo de compositor da Imperial Câmara e, um ano depois, assumiu o posto de mestre compositor da Capela Imperial.

    Suas obras encontram-se em arquivos distribuídos no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo.

     

    Morreu em 1865, em sua cidade natal.

     

     


    1965 — Morre Malcolm X

    Malcolm Little, defensor da causa negra entre os norte-americanos, nasceu em 19 de maio de 1925, em Omaha, Nebraska (EUA).

    Teve a infância marcada pelo assassinato do pai, por integrantes da organização racista Ku Klux Klan, e pelos problemas psiquiátricos da mãe, que passava a maior parte do tempo internada num sanatório. Sem a assistência dos pais, Malcolm e seus sete irmãos foram morar em orfanatos, lares de famílias brancas e casas de correção de menores.

    Apesar de ser bom aluno, os professores desmotivavam as ambições de Malcolm em função de sua raça, o que o levou a abandonar os estudos e a ingressar na marginalidade. Vivendo nas ruas de Boston e Nova York, praticou vários crimes. Na prisão, à qual foi encaminhado em 1946, retomou os estudos e converteu-se ao islamismo. Nessa nova fase de sua vida, adotou o nome Malcolm X. Liberto em 1952, passou a pregar contra as práticas racistas, defendendo a criação de um Estado negro com política e governo próprios, o que lhe conferiu notoriedade como líder carismático. Suas pretensões despertavam não apenas o interesse do público negro como também a atenção do governo, que passou a vigiá-lo.

    Decepcionado com Elijah Muhammad, principal mentor da seita que seguia — Nação do Islã (NOI) —, fundou sua própria organização, a Muslim Mosque Inc. Em peregrinação à Meca, convenceu-se de que era necessária uma atitude menos segregacionista entre negros e demais raças. Por causa dessa nova postura, passou a receber várias ameaças de morte.

    Foi morto a tiros durante um evento público em Nova York, em 21 de fevereiro de 1965. Seu assassinato é costumeiramente atribuído a membros do Estado apoiados por integrantes da Nação do Islã.