22 de maio

  • Dia do Apicultor
Nascimento
Falecimento


1813 — Nasce Richard Wagner

Wilhelm Richard Wagner foi compositor, maestro, dramaturgo, teórico musical, poeta e ensaísta. Suas óperas revolucionaram a música erudita do século XIX, e suas propostas estéticas contribuíram para a consolidação de uma identidade nacional alemã. Escreveu os libretos de todas as óperas composta por ele, algo não usual para a  época.

Nasceu em 1813 e cresceu em meio a uma família cujos integrantes possuíam variados dons artísticos. Havia atores, pintores, cantores e dramaturgos. Wagner começou a aprender piano aos 7 anos e cedo também tomou contato com as obras de Shakespeare, Weber e a música de Beethoven. Em 1821 foi encenada a primeira peça de sua autoria, O Massacre dos Inocentes.

Para dar prosseguimento aos estudos musicais, ingressou na Universidade de Leipzig em 1831, mas não se graduou. Independentemente disso, porém, sua produção como dramaturgo, compositor e ensaísta já era bastante frutífera.

Aos 23 anos casou-se com a atriz Christine Wilhelmine Planer, "Minna", mas o relacionamento foi bastante atribulado. Uma das razões era a instabilidade financeira, já que Wagner costumava jogar, vivia luxuosamente e era dado a outras extravagâncias, e, por isso, vivia endividado, a ponto de ter de deixar o país para fugir dos credores. Após deixar a terra natal pela primeira vez, foi para Riga, na Letônia, e conseguiu ser nomeado regente do teatro local, mas desentendimentos com o diretor da instituição e a situação financeira caótica em que continuava vivendo obrigaram-no a fugir novamente, dessa vez, para Paris, em 1839.

Na Cidade Luz, foi preso, mas durante a reclusão algumas de suas principais obras foram concluídas, e ainda conheceu Liszt, Berlioz e o compositor judeu-alemão Giacomo Meyerbeer. Graças à intervenção deste último, o músico alemão pôde voltar para seu país, e instalou-se em Dresden, em 1842, e no Teatro da Corte estreou sua ópera Rienzi. De tanto sucesso, Wagner foi nomeado diretor artístico e regente do Teatro da Corte. Em 1843, estreou Der fliegende Hollände (O Holandês Voador, versão final de Le Vaisseau Fantôme, O Navio Fantasma). Em 1845, foi a vez de lançar Tannhäuser.

Em 1848, teve início, na França, um novo ciclo de revoluções, de caráter liberal-democrático e nacionalista, que se alastrou pela Europa central e ocidental, e passou a ser conhecida como Primavera dos Povos. Na Alemanha, o povo exigia unificação, liberdade de imprensa e a obrigação do imperador hereditário de compartilhar o governo com o Parlamento (Reichstag).

Entusiasmado por esses ideais revolucionários, o músico juntou-se à Guarda Comunal Revolucionária e participou ativamente do movimento. Ao final, no entanto, foi reprimido pelo exército prussiano e seus líderes foram condenados. Por conta disso, Wagner viu-se obrigado a deixar novamente a terra natal, e, após passagem por Paris, estabeleceu-se em Zurique, na Suíça, como hóspede dos Wesendonck, que se tornaram uma espécie de mecenas do casal alemão.

Em 1860 a anistia foi concedida e o músico pôde voltar ao seu país, após 11 anos de exílio. Com a morte do rei Maximiliano II, seu filho, Luís II, admirador e defensor de Wagner, tornou-se o rei da Baviera e beneficiou o músico em seu reinado. Wagner passou a receber uma generosa pensão, teve suas dívidas assumidas pela coroa e foi  residir em Villa Pellet, mansão próxima à residência de verão do rei.

Em 1870, quatro anos após a morte de Minna, Wagner se casou com Cosima, filha do amigo e músico Franz Liszt. E, novamente por causa de problemas financeiros, Richard mudou-se, dessa vez para Tribschen, Suíça. Lá, recebeu frequentes visitas de Friedrich Nietzsche, de quem se tornara amigo.

Em 21 de novembro de 1874, finalmente, Wagner concluiu sua obra mais extensa, O Anel do Nibelungo, uma tetralogia de óperas — O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses —, inspirada na mitologia germânica, que totaliza aproximadamente 18 horas de espetáculo,  levou mais de 26 anos para ficar pronta.

Outro grande projeto do músico era a construção de um teatro especialmente concebido para óperas. Após muita luta, conseguiu concretizar seu sonho. Em 13 de agosto de 1876 houve o Primeiro Festival de Bayreuth, que continua a ser realizado por seus descendentes até os dias atuais.

Richard Wagner morreu de problemas do coração em 13 de fevereiro de 1883, em Veneza, e foi enterrado nas dependências de sua residência em Bayreuth.


1885 — Morre Victor Hugo

Victor Marie Hugo, nascido em 1802, em Besançon (França), foi escritor e político. Considerado o maior escritor francês romântico, influenciou fortemente a literatura ocidental. Ingressou na literatura aos 15 anos de idade, e, na época, teve um de seus poemas premiado pela Academia Francesa de Letras. Aos 20 anos, publicou seu primeiro livro, Odes e Poemas Diversos.

Ao completar 25 anos, Victor Hugo publicou o romance Cromwell, e, no prefácio dessa obra, defendeu a libertação dos modelos clássicos de literatura, escrevendo, dessa maneira, o primeiro manifesto do Romantismo. É preciso lembrar que, até aquela época, a literatura era presa a regras e modelos clássicos, contra os quais o autor se rebelou, liderando um movimento de mudança e renovação.

Foi eleito, em 1841, para a Academia Francesa de Letras, após a publicação do livro O Corcunda de Notre Dame, grande romance histórico ambientado no século XV, em Paris.

Como político, migrou da postura conservadora e monarquista para o liberalismo reformista e para os ideais revolucionários. Ocupou cargos na Assembleia Nacional e no Senado.

Victor Hugo desfrutou, em vida, de renome nacional e internacional sem paralelo e, ainda hoje, é apontado como um dos grandes escritores de todos os tempos. Entre suas principais obras estão Os Miseráveis e Notre-Dame de Paris. Morreu em 22 de maio de 1885, na capital francesa.